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Obra do psiquiatra Viktor Frankl que, a partir da logoterapia, investiga a dimensão espiritual do ser humano. O livro postula a existência de uma "religiosidade inconsciente" e argumenta que a busca por um sentido último (transcendência) é uma motivação humana fundamental, frequentemente negligenciada pela psicologia tradicional.
Lançado em um Brasil recém-democratizado e em busca de novos paradigmas, o livro parece ter preenchido uma lacuna. Oferecia uma abordagem da espiritualidade com o rigor de um psiquiatra e a autoridade moral de um sobrevivente do Holocausto. Diferenciava-se por ser uma ponte entre ciência e fé, atraindo leitores que desconfiavam tanto do dogmatismo religioso quanto da autoajuda convencional da época.
Então por que continuou vendendo?
