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O livro relata a experiência de Viktor Frankl, psiquiatra, como prisioneiro em campos de concentração nazistas. A primeira parte é um testemunho sobre as reações psicológicas ao sofrimento extremo. A segunda introduz a Logoterapia, sua abordagem terapêutica focada na busca por um propósito como principal força motivadora humana.
Lançado no Brasil num período de instabilidade econômica e transição democrática (início dos anos 90), o livro parece ter atendido a uma busca por referenciais sólidos. Diferente da autoajuda otimista e superficial, ele oferecia uma tese sobre resiliência forjada na mais extrema adversidade, conferindo-lhe uma credibilidade e profundidade que o destacaram, apelando a uma necessidade coletiva por sentido em meio ao caos.
Então por que continuou vendendo?
