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“O Estrangeiro” narra a história de Meursault, um funcionário de escritório na Argélia francesa que vive de forma apática e desapegada das convenções sociais. Após a morte da mãe, ele se envolve em eventos que culminam em um assassinato impulsivo. Seu julgamento se concentra não no crime em si, mas em sua recusa em demonstrar emoções e se conformar às expectativas da sociedade.
Publicado no Brasil em um período de Abertura política (década de 70), o livro parece ter encontrado um público que questionava as estruturas de poder e os valores impostos. A apatia de Meursault perante um sistema judicial absurdo pode ter ecoado o sentimento de alienação de uma geração que desconfiava das instituições e buscava um novo sentido existencial, para além da retórica política ou religiosa da época. Sua diferenciação era a profundidade filosófica da revolta individual.
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